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Capítulos da FanFic

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1 Capítulos da FanFic em Qua Nov 05, 2014 5:32 pm

Aqui ficarão os capítulos da fic. Provavelmente, a cada dia terá um novo capítulo a partir de hoje(05/11/14) ou amanhã(06/11/14). Por enquanto, fiquem com o prólogo da fic e do primeiro capítulo: - O Recomeço.


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2 Re: Capítulos da FanFic em Sab Nov 08, 2014 1:54 am



O Recomeço


- Ed já vejo os times chegando no campo! - Uma voz masculina era ouvida da televisão, provavelmente da cabine de transmissão da partida.

A torcida enlouquecia ao ver seus maiores ídolos, suas seleções e a camisa da pátria em campo. Bandeiras, trombetas, as vuvuzelas(Que estavam MUITO fora de moda naquela época), qualquer coisa que pudesse ser vista pelos homens fardados com dois mantos sagrados e de grande expressão eram a preferência de todos, que estampavam seus rostos com as cores de suas respectivas seleções. Alguns acenavam, outros estendiam cartazes com pedidos de camisa, incentivos, xingamentos à outra torcida e... pedidos de casamento.

- Pois é, Mark. Vejo que hoje será um jogão aqui no U.S.A Arena, casa da seleção americana, não só pelo nome. Hoje teremos, além do céu azul, pouco vento e bastante calor, Brasil e Estados Unidos, jogo válido pela final da Copa América!

- E parece que a torcida está muito eufórica para o começo do jogo, principalmente a brasileira! Olhe isso! - Um grande "Olé, olé" era ouvido de ambas as torcidas. - É maravilhoso! Sem dúvidas essa partida ficará para a história!

Os hinos começavam a tocar. A torcida dos U.S.A entrava em silêncio, respeitando o hino brasileiro tocado à capela e com milhares de centenas de pessoas cantarolando a música patriótica. Os jogadores cantavam junto com seus fãs, outros mantinham o silêncio, orando mentalmente e focando-se. Logo começara o segundo hino, o dos Estados Unidos, em que o mesmo respeito era mantido. Essa tradição já era rara entre as seleções mundiais, pois naqueles dias quase ninguém ia ao estádio e este, muitas vezes, ficava praticamente vazio, como se tivesse com as portas fechadas.

As pessoas em campo se cumprimentavam, desejando boa sorte umas para as outras, as linhas se desfaziam e os capitães se reuniam ao lado do árbitro principal para tirarem na sorte o famoso "Campo ou bola": Estados Unidos ficaria do lado direito do campo, de onde vinha a luz solar, e os brasileiros ficariam do contrário, com o gol na frente de sua torcida não menos eufórica que a americana. Quem ficaria com a bola? Brasil.

Os times se posicionavam entre as dimensões do seu lado do campo, preparados para o início da partida. O mesmo era dado pelo árbitro principal que, assoprando seu apito, me dava um grande susto, acordando-me.
Bom, era tudo um sonho, infelizmente, e eu respirava fundo e exalava o gás carbônico com todo o meu fôlego. Parecia que eu estava lá, no meio da torcida, pulando junto de todas aquelas pessoas apaixonadas pelo o esporte e por outras coisas, gritando, balançando os braços, uma loucura!


[...]


Descia as escadas que ligavam o segundo andar da casa com o térreo. Morei com meus tios, já que meus pais meio que... haviam morrido há alguns anos, e com meu primo, que mais considero um irmão, mas isso não vem ao caso agora. O que importava é o que estava passando na televisão naquele momento: Era chamado por meu tio, um louco por futebol, fazendo menção à um famoso programa de sua época e do qual ele era "fã de carteirinha", pois não perdia um, que estava sentado à mesa de centro, prestando atenção à um outro programa esportivo.

- Vem cá, Bran! - Disse ele, sem perder de vista a notícia mais importante e balançando sua mão para frente e para trás, chamando-me: - Aproveita e chama o Ben!

Gritei meu primo. Ele desceu rapidamente, com alguns passos largos pela escada, e perguntara o que era. Apenas prestava a atenção e apontava para a televisão.

Passavam-se alguns minutos da notícia. Na verdade um documentário do programa, falando sobre um "antigo" clube falido na cidade de Columbus, a que morávamos. Na verdade, ele estava voltando a ativa, pois um grupo de investidores e empresários ricos na cidade estava investindo nele. Algumas coisas mudariam, mas nada muito visível. Isso era o motivo da felicidade de meu tio. Ele era muito fã de tal clube e ficara em uma pequena depressão por sua fechada de portas, mas que agora parecia estar em um dos seus mais felizes dias.

Olhei para Ben, este devolvia o olhar. Parecíamos estar conversando mentalmente e ele era, basicamente, meu mano. Não gostamos da ideia de nos inscrever nas bases do clube, mesmo com meu tio insistindo naquela ideia, e continuávamos a prestar a atenção no pequeno documentário: A reunião dos sócios e do novo presidente e sua chapa seria feita naquele mesmo dia, onde definiriam não só as mudanças, mas as equipes principais, a base... essas coisas.

Não demorou muito e, numa fração de segundos, a ideia de ir até lá veio na mente de meu tio. Ele era meio pirado das ideias, digamos assim, e faria de tudo para ver seu clube de coração reabrir novamente. Não éramos contra isso, pelo contrário, adorávamos ouvir as histórias que ele contava do clube e não só deste, mas do futebol de antigamente, e queríamos ver aquilo pessoalmente. Assim, resolvemos ir a, até então, sede do clube, sem resistir.


[...]


O caminho não era longo. Ficava à alguns quarteirões e, em questão de poucas horas, chegávamos no local abandonado.

Alguns carros luxuosos estavam estacionados em frente ao CT(Centro de treinamentos), o que significava que os sócios e etc. já haviam chegado lá. E, por alguma coincidência, ou não, já que não acredito nelas, ou "obra do destino", um velho amigo de meu tio saía de seu carro, o último deles.

- Espera um pouco... - Meu tio sussurrara para si mesmo e pedia para nós esperarmos ali - Não pode ser... Hunter?!

- Hm? - O homem vestido elegantemente num terno se virava para o lado, procurando a voz que lhe chamava. - Ah, Elliot! Quanto tempo, meu brother!

Os dois pareciam ser bastante amigos, como disse anteriormente, e passaram alguns minutos conversando. Meu tio Elliot mantinha o brilho em seu olhar, o brilho que reluzia um futuro imaginado por ele mesmo e que aquele homem e mais alguns, provavelmente vestidos igualmente, poderiam tornar realidade.

Fomos apresentados logo, logo, e entramos no velho CT. A pintura estava descascada, algumas madeiras já estavam podres e largadas na grama, que não demonstrava melhores condições. Diversas poças da forte chuva que ocorrera dias atrás ainda estavam lá, e as velhas balizas já estavam enferrujadas e quase caindo.


[...]


A reunião tinha sido longa e entediante. Ela tinha ocorrido num lugar ao lado do CT, pois o outro lugar, o que realmente deveria receber reuniões daquele tipo, estava completamente destruída. Ficamos do lado de fora do lugar e apenas esperamos. Uma vontade de jogar futebol me veio, mas estávamos sem uma bola.

No horizonte surgia um garoto. Não o conhecíamos, então apenas observamos a aproximação dele. Ele tinha, aparentemente, a nossa mesma idade, cerca de 16 anos, e vestia um terno um pouco amassado, que ficava preso à sua cintura pelas mangas compridas, e uma gravata, juntamente de uma blusa branca típica de ternos.

- Olá. - O rapaz moreno nos cumprimentava, estendendo uma de suas mãos - Sou Tiger H. Smith Seth, ou apenas Seth.

- O que significa o H? - Ben perguntou sarcasticamente com uma expressão sorridente. Pareciam se conhecer, ou não.

As duas mãos, de cada um dos garotos, quase entravam em contato, mas os dois as desviavam para tentar enganar um ao outro. Uma zoação leve, só pra descontrair, o que acabou fazendo efeito: Os dois riram das ações, mas rapidamente Ben me apresentou ao seu amigo de escola.

A conversa terminaria na mesma velocidade em que era apresentado. Seu pai, Hunter, saía do tal lugar com certa raiva de quem estava lá dentro, acompanhado de meu tio. Observava aquilo com estranheza e falei com os dois para irmos até lá saber o que ocorrera.

- Esses malditos! - Hunter limitava-se em sua raiva visivelmente grande, dando um soco no poste de luz em frente ao seu carro. - Só não mato esses desgraçados porque precisaremos deles.

- Hey, cara, se acalma, talvez nós conseguiremos de outra maneira. - Elliot se aproximava de seu amigo, tentando acalmá-lo apenas falando, pois se aproximasse-se poderia levar uma porrada daquelas.

- Você não ouviu o que eles disseram?! As condições... mudar o nome do clube, as cores, o escudo, o uniforme, até o mascote! Po... - O alto homem era interrompido em um ataque de fúria de amor pelo clube por nós, que perguntávamos o que ocorrera.

Hunter respirava fundo, colocando uma de suas mãos na testa, e comentando que não teve acordo. Ele tinha suas razões, que foram ouvidas de perto por meu tio, e decidiu que o que eles queriam era demais e que era melhor eles fundarem outro clube e deixar esse do jeito que estava.

Não ficamos muito felizes com a notícia, nem tristes. Pra falar a verdade não tivemos nenhuma reação no momento, só de surpresa pela pancada que ele acabara de dar no poste(Descascando a tintura desse e fazendo uma pequena rachadura no cimento). Tiger, seu filho, se aproximava de seu pai e perguntava por que ele não fundava um outro clube, semelhante a esse.

Elliot esclarecia ao menino que aquele clube, para eles, era como uma segunda casa. Quando da nossa idade, jogaram nele, junto de mais alguns amigos, colegas de escola e até vizinhos, e ganharam alguns muitos títulos com a camisa dos Crew. Resumindo, reativar aquele clube seria uma marca na vida deles, pois sofreram bastante quando este havia falido.

Meu tio era o técnico na época em que foram rebaixados até a liga amadora do país, depois de uma quebra nas finanças. Hunter era o manager do clube e cuidava de algumas coisas relacionadas aos treinos, contratações, renovações de contrato... essas coisas. E um amigo deles presidia o clube, juntamente de outros colegas das antigas que formavam a comissão técnica e grande parte da chapa presidencial.

- Mas podíamos criar um clube inspirado neles. - Interrompi - Assim... como o clube não vai ser reativo, ou será, mas por outras mãos, poderíamos criar um outro time, como o Tiger disse, meio que inspirado. Não igual, lógico, pois poderíamos ser processados.

- Acho que essa ideia, por enquanto, é inviável. - Comentou Hunter - Vamos Tiger. Elliot tome aqui, mantenha contato conosco que lhe darei outras notícias sobre isso.

Ambos entravam dentro da luxuosa Lamborghini do pai de Tiger e saíam do lugar. Meu tio segurava um cartão, talvez da empresa que Hunter comandava, ou não. Tinha um telefone dele e ele mencionava "manter contato", então provavelmente era o seu telefone.

Fomos embora também, indo em direção ao ônibus que cortava a cidade. Conversávamos no caminho, até que um vulto nos interceptou e acabou esbarrando em mim. Seguido dele, alguns policiais correndo, gritando para segurarem-no, mas sem êxito. Caí no chão e fiquei encarando aquele cara todo encapuzado e vestido de preto correndo feito um condenado pelas ruas infestadas de pessoas.


[...]


No dia seguinte, as ideias já estavam esclarecidas. Tínhamos escola, o que era uma boa notícia, além de que teríamos Educação Física nos últimos turnos. Uma felicidade, pelo menos.

Levantei de minha cama correndo, arrumando-me e quase nem pisando nos degraus da escada, pois estava completamente atrasado, para variar. Ben já tinha ido. Eu sabia, porque ele estava afim de uma garota da nossa sala e sempre sai cedo pra acompanhar ela. De qualquer forma, acabei nem lanchando. Saí voado.

Não via ninguém na rua com o mesmo uniforme da escola, apenas eu. Até que ao longe, na lateral paralela à calçada em que estava correndo, vi um garoto de roupas escuras. Parecia o mesmo do dia anterior, o casaco, principalmente, me relembrava-o. Não estranhava suas roupas(Estava calor), até porque estava vestido da mesma maneira, mas sem casaco, apenas encarava-o de longe, enquanto virava na primeira esquina à esquerda e me encaminhava até a escola.

Finalmente vi uma alma familiar: com seu sorriso estampado em sua face, juntamente de um comercial da Colgate, Drake. Perto dele chegava uma Limousine, de onde saia Tiger. Ambos parceiros de zoeira do meu primo, mas que, de vez em quando, eu troco umas ideias.

Me aproximava dos dois, mas apenas cumprimentava-os com a fala. Cheguei a ouvir o pai de Tiger falando que estaria na arquibancada durante as finais do torneio interno de escolas. Isso foi um choque pra mim: Esqueci completamente de falar com Ben sobre as estratégias do time. Um frio tomava conta do meu corpo, tanto que nem consegui dar um passo adiante na frente dos portões escolares. Minutos depois consegui me movimentar normalmente e entrar na instituição, mesmo levemente desesperado pelo "lembrete".


[...]


Depois de uma longa e dolorosa aula de filosofia, chegara a Educação Física. Tínhamos dois tempos de aula para demonstrar quem era a melhor escola da cidade e quem eram os merecedores das medalhas folhadas a ouro do Torneio de Futebol Interescolar. Ficava ansioso e corria para o banheiro dos meninos no térreo da escola, onde encontraria com o pessoal do time.

Corri pelos corredores como nunca, sendo parado por alguns monitores, mas depois disso adentrava pelas portas do fétido banheiro masculino. Percebia Ben, Drake, Tiger e Red, conversando algumas coisas e se arrumando. Rapidamente abri minha mochila e retirei minhas chuteiras, meu calção e minha blusa.

- Que tal 4-3-3? - Comentei - Tiger pela esquerda, como de costume, Drake um pouco mais recuado, contendo, fortalecendo a dupla de zaga enquanto não temos a bola e fazendo a bola chegar até a gente, e o Red pela ponta direita, um pouco mais aberto e afastado do nosso Centroavante, para dar liberdade pra ele se movimentar entre os dois zagueiros e se desvencilhar da marcação. Eu flutuo naquela faixa do campo entre a grande área e o meio de campo, armando o nosso time. Uma vez sem a bola a gente volta fazendo um 4-4-2, com o ponta esquerda voltando como um ala avançado, o Red fechando a nossa primeira linha com o centroavante, eu me juntando com o Drake no miolo do meio de campo e o Tiger e o Ryan fechando a nossa segunda linha. A última se mantém.

Enquanto dava essa pequena "aula" de tática, terminei de me arrumar e perguntei para eles se estavam prontos. Estavam, na verdade, me olhando com certa surpresa, pois quase nunca falava com eles, apenas com meu primo. Ou, pelo menos, foi isso que li de seus olhares. Ben apenas sorria e perguntava se era aquilo que íamos fazer: todos concordaram e saímos do vestiário.

Juntos, parecíamos um esquadrão invencível, com uma confiança extraordinária sendo exalada por nossos poros. No entanto, do outro lado do corredor, do vestiário feminino, saíam as meninas de nossa escola: todas arrumadas com seus pompons, shorts curtos e picotados levemente em suas bordas, blusas igualmente curtas, que deixavam a mostra sua barriga fina e atlética, devido às intensas aulas de ginástica e aos treinos para a torcida, e apertadas. Algumas tinham pequenas tiras das cores do time, preto e amarelo, amarradas nos cabelos, outras não. Sua beleza era incontestável e, com ela, membros do nosso grupo, os quatro pra falar a verdade, paravam de caminhar para ficar babando pelas fortes pisadas no chão das meninas, parecendo que queriam ser vistas.

- Durante o jogo, não prestem a atenção. Vamos jogar para ganhar. O que vier depois... - Falou Drake - bom, aí depende.

Deixamos as meninas passarem primeiro, abrindo caminho para o nosso time em direção à extensa quadra de esportes, que havia sido especialmente preparada para a ocasião, pois, na verdade, era uma quadra de Rugby e Futebol Americano, mas como o futebol, o soccer, estava mais forte que esses dois juntos no país americano, qualquer coisinha é motivo de esforço.

A partida teria acompanhamento de uma dupla de narrador e comentarista indispensável: Ed e Mark. Os dois eram bem famosos por toda a cidade por suas incríveis transmissões de jogos e por terem coberto alguns jogos da Seleção. E, também, os mesmos dois personagens do meu sonho, narrando uma partida dos U.S.A e da seleção canarinho. Bom, sonhos são sonhos, não é?

Conseguia ouvir a torcida do bairro e a outra, a visitante, gritando por seus times. Tinha um belo público na quadra, dava até sentir uma pitada de "profissionalismo" naquele pequeno torneio organizado pelo próprio governo municipal. De uma forma ou de outra, jogaríamos a final, depois de arrasar com todos os nossos oponentes anteriores e por passar por uma disputa de pênaltis na semifinal, em que ganhamos por 3x0(Ben pegou os três pênaltis dos adversários, após a partida terminar em 0x0. Na verdade, a última cobrança raspou na mão dele, mas foi o bastante para explodir no travessão e voltar contra o batedor.), e não perderíamos por nada. Era guerra.

Pisamos na grama e no solo fofo da quadra. Nenhum dos times aqueceria antes da partida, porque já estava bastante atrasada, devido à circunstâncias climáticas. Sendo assim, os dois times foram para o centro do gramado, alinhando-se ao lado do quarteto de árbitros. Estufei o peito, juntamente de meus amigos e colegas, para cantar nosso hino patriótico. Minutos depois o árbitro apitaria para dar início à partida, já com ambos os times posicionados em seus lados do campo e os capitães terem tirado na sorte o campo ou bola(Ben havia perdido e ficamos com a bola, tendo de ficar, também, com o lado contrário ao sentido da luz solar).

- E a partida começa! - Exclamava Ed em sua "cabine", ao lado de seu fiel escudeiro, Mark. - O time da casa começa com a bola!

- Me parece que os dois times estão com formações distintas: O time da casa vem com um 4-3-3, mas que provavelmente se tornará um 4-3-1-2, e o visitante um 4-4-2. - Analisou Mark - Talvez o time visitante adote um esquema mais defensivo por jogar na casa do adversário, visando os contra-ataques com dois pontas muito velozes, mas vamos ver...

Começávamos a tocar a bola de um lado para o outro, balançando nosso adversário no campo. Tínhamos percebido que ele estavam se defendendo da maneira que podiam, uma vez que haviam estudado nossa equipe desde o goleiro até o reserva do atacante, mas era só mais um ônibus estacionado na frente de uma baliza a ser destruído por nós. Eles começaram a pressionar a nossa saída de bola, mas Drake mantinha um toque perfeito na bola para seus companheiros nas laterais, estes que ligavam uma jogada pela mesma faixa do campo, mas que não dava em muita coisa, pois Tiger teve que recuar a bola por não ter opções.

Pedi para o time aproximar as linhas, para facilitar o toque de bola, e que fizéssemos o famoso 1-2 para quebrar as linhas de marcação, sempre se movimentando em campo. Entretanto, nada disso acontecia e parecíamos mais um bando de moleques tocando a bola para qualquer lado, até que isso teve uma consequência: o meia que marcava Ryan desarmava-o facilmente, carregando a bola até uma faixa do campo. Nosso tempo de recomposição fora horrível e ele rapidamente ligou um contra-ataque com seu rápido e habilidoso ponta esquerda. Num drible, este último tinha uma imensa faixa de terra para correr e carregar a bola consigo, fazendo isto. Em alguns minutos corríamos o perigo de tomar o primeiro gol: o ponta corria velozmente. Cada passada que ele dava nossos zagueiros ficavam para trás e, quando estes últimos alcançavam-no, ele cortava, com um leve toque de peito do pé esquerdo, fingindo um chute, para dentro do campo, ganhando um ângulo indispensável, foi quando mandou a bomba de perna direita. Abraxas flexionava os joelhos numa fração de segundos e, num salto majestoso, defendia a pancada utilizando de sua mão trocada(esquerda), espalmando para escanteio.

- QUE DEFESAÇA DO GOLEIRO BENJAMIN ABRAXAS! - Exclamava, eufórico, Ed, impressionado com o que acabara de ver - ELE VOOU NO CANTO SUPERIOR ESQUERDO PARA FAZER UM MILAGRE!

- Impressionante essa defesa! - Comentou Mark - E esse tempo de recomposição do time da casa está um muito atrasado. Cadê os zagueiros? A cobertura dos laterais? Onde estavam?!

Uma grande massa de torcedores se levantava, todos com a camisa do nosso time, e estendiam uma grande faixa escrita: "Campeão começa com goleiro bão!". Ri um pouco ao ver aquilo e parabenizei Ben pela grande defesa, mas uma cobrança de escanteio vinha aí e uma chance de contra-ataque nossa poderia ser decisiva.

Cobrança horrível. A bola fazia uma curva por fora da linha de fundo, marcando tiro de meta rapidamente cobrado por Ben, ligando um contra-ataque mortal.

A bola começava com um de nossos zagueiros, que tocava para Drake, limpando seu marcador(Um dos meias que voltava correndo desesperadamente para sua posição) e levantando a cabeça. Numa fatiada(passe longo) espetacular, jogando no peito de, justamente do cara mais pirado do time, Tiger. Este último, comprovando sua insanidade, resolvia tentar uma roleta invertida misturada com um drible da vaca. Ou seja, ele puxou a bola para trás com o pé direito no mesmo instante que passava com o pé esquerdo por ela, acertando-a e lhe dando impulso para frente. A bola, então, passou de um lado do marcador e ele pegou do outro lado, completando um lance até louvável. Na sequência, tentava um passe longo, semelhante ao de Drake, mas errava, jogando no lateral que corria para a cobertura.

Felizmente, quem estava apertando a marcação no lateral era Red, assustando-o. Numa explosão, o rapaz corria mais que o defensor aberto pelo seu lado, roubando a bola do mesmo e botando-a na frente. Com um corte para o lado, utilizando a perna direita, limpou o zagueiro esquerdo e cruzou com a perna esquerda para a pequena área.

- É um lance perigoso do jovem ponta direita. Ele cruza na medida para seu centroavante, que ajeita e... - Um momento de suspense e silêncio dava as cartas nas arquibancadas, porque quem vinha para pegar a ajeitada de bola era Drake, conhecido por pegar muito bem na bola de fora da área. - É FALTA!!!!!!!!!!!!

- Nossa, e que falta! Meu Jesus amado, esse cara tem que ser expulso! - Comentava, mais uma vez, Mark - Ele claramente acertou o jogador de propósito, para parar a jogada, e era uma clara chance de gol!

- E parece que ele vai ficar apenas na conversa... Ih... - Ed narrava - Drake não para de reclamar com o árbitro e parece ter arrumado uma confusão ali entre os jogadores! Ele está recebendo o cartão amarelo e fica furioso!

Poucos se arriscavam a parar Drake. Essa era uma tarefa especial para nosso goleiro e para os nossos zagueiros, que o afastaram do árbitro e do time adversário, além de que era ele quem cobrava as faltas do lado direito.

Até entendia o motivo do enfurecimento de nosso colega. Afinal de contas, ele sofria uma falta muito dura, proposital, e o árbitro apenas "acariciou" o defensor adversário, punindo injustamente, ou justamente, quem havia sofrido a falta, por reclamar. Era ridículo, tenho de admitir, e previa uma perda total do controle da partida.

Depois de alguns instantes, o volante aproximava-se da bola, ajeitando-a carinhosamente no gramado da quadra, perto da marca feita pelo spray do juiz. Ele fixava seus olhos na bola, na barreira e no goleiro, que por sinal estava muito mal posicionado. Drake sabia disso, tomando distância. Com a permissão do árbitro, entrou em disparada contra a bola e...

- GOOOOOOOOOOOOOOOOOL! - Exclamava Ed, dando início à um maior enlouquecimento da torcida presente no campo. - QUE COBRANÇA MAJESTOSA! ELE PARECIA QUE IRIA MANDAR UMA BOMBA PARA O SOL, MAS ACERTOU UM CANHÃO CANHOTO RASTEIRO NA BOLA QUE MATOU O GOLEIRO! GOLAÇO! 1x0!

- Tá justificado porque esse é um dos pilares do time. Ele, o Abraxas, o Tiger, o Red e o Brandon, que está apagado no jogo, formam essa equipe avassaladora que não perdeu nenhum jogo até aqui. - Falou Mark, igualmente eufórico ao seu companheiro, mas um pouco mais calmo. - Um golaço de falta. Foi só isso. E que por sinal o goleiro estava muito mal posicionado. Ele não pode ficar plantado ao lado da trave esquerda, sendo que ele tem um ângulo direito aberto e que a barreira pode ser facilmente enganada.

Drake extravasava na comemoração. Corria furiosamente, retirando a blusa do time, balançando os braços loucamente no nível Seth de loucura, e jogando-se contra o gramado, de joelhos, balançando a blusa em giros no ar. Infelizmente, o barato dele foi cortado pelo árbitro, que se aproximava e mostrava o segundo amarelo de Drake no jogo, mostrando, em seguida, o vermelho.

- Está expulso! - Ed mostrava-se perplexo - O jogador que acabara de fazer o gol, que até agora define a partida, está expulso!

- E Ed, cartão amarelo bobo esse dele. Se fosse uma falta para parar contra-ataque, tudo bem, mas cartão por retirar a blusa? Meu Deus... e ele que já estava virando protagonista, pode se tornar o vilão da história! - Mark criticou a ação de Drake.

No meio-tempo da expulsão de Drake, o goleiro que sofrera o gol de falta corria até o rapaz, para caçoar dele. Uma atitude muito besta por parte do arqueiro. O jovem alemão, por estar ainda mais furioso com a expulsão infantil, acertava um forte soco no rosto do goleiro, que serviu para deslocar o nariz deste mesmo.

Grandes jorradas de sangue eram vistas no campo, com o goleiro caído no chão cuspindo-o. Drake, que não tinha nada com a aquilo, foi direto para o vestiário, socando e chutando tudo, sendo aplaudido por alguns torcedores do nosso time. A partida era paralisada até que o goleiro tivesse o sangue estancado ou que seu reserva entrasse em campo.

Em quanto isso, mesmo com os acréscimos, o primeiro tempo acabava.

Continua...
Thanks: Alice R. @

OBS: Se não entenderem alguma expressão que eu possa ter usado na partida, pergunte nos comentários ou no chat que eu explico com maiores detalhes.


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3 Re: Capítulos da FanFic em Sab Nov 08, 2014 5:15 pm




"The New Order"



- Parte 1 -


No vestiário, o clima de dentro do campo tomava conta. Uma tensão desconfortável, que causou algumas discussões entre os jogadores, até brigas. Drake aparecia na porta do vestiário, ainda vestido com seu uniforme e chuteiras. O silêncio, agora, dava as caras e todos prestavam a atenção no rapaz.

- Bom, pessoal... - Drake iniciava - eu vacilei feio. Podem me bater, me espancar, me linchar, qualquer coisa que me faça chorar de dor, mas quero que vocês voltem lá, para dentro de campo, e terminem vitoriosos. Eu abri o caminho para o triunfo, cabe a vocês brilharem e trazerem nossas medalhas.

Após as palavras, ele se retirava, pegando sua mochila em cima de um dos bancos no centro do corredor do vestiário, entre as fileiras de armários dos jogadores. Estes últimos já não gritavam, nem discutiam uns com os outros, mantendo o silêncio. Ben, nosso capitão, ia para a porta de entrada e, batendo na porta do vestiário, exclamava que iríamos humilhá-los.

Não tinha palavras, nem frases, para dizer naquele instante. Só conseguia pensar na minha fraca atuação no primeiro tempo. Quer dizer, não só minha, mas de todo o time, pois não conseguimos encaixar a marcação e nem nos arrumar dentro de campo. Felizmente houve a imensa paralisação do jogo que acabou por tomar parte deste mesmo. Tempo que nos iria fazer falta...

Saímos do vestiário, enfileirados um à um. Havíamos trocado as blusas suadas do primeiro tempo, além de recuperar algumas pancadas normais que tomamos. Já dentro da quadra, a torcida parecia ter acalmado um pouco os ânimos, pois agora o jogo estaria mais retrancado e com apenas o objetivo de segurar o placar, principalmente do nosso lado que estava sem um dos jogadores.

- Os times já voltaram para dentro de campo para correrem por mais 45 minutos, sem contar os acréscimos! - Exclamava Ed, como de costume - Apenas uma mudança no jogo: o goleiro do time adversário saiu, com o nariz fraturado após uma pancada recebida por Drake, e seu reserva entrou. Já do lado do time da casa, nenhuma mudança, e assim, seguem sem um de seus meios-campistas.

- Bom, devido as circunstâncias do jogo - Mark analisou - teremos alguns ânimos a menos. Talvez um jogo mais cadenciado, com o time da casa segurando a bola para não tomar o gol de empate, ou o visitante bombardeando o goleiro adversário.

O segundo tempo tinha início. A equipe inimiga tocava a bola no nosso campo defensivo, alfinetando nosso time. Sempre pelas laterais, os meias abriam o jogo quase toda a hora com seus pontas e alas, buscando, sempre, os jogadores mais altos dentro da área, com cruzamentos e chuveirinhos falhos.

Resolvemos partir para cima e, num chuveirinho pífio do outro time, Ben segurou firme a bola no ar e lançou-a para Tiger, dominando-a com a parte externa do pé, puxando a bola para cima e dando um chapéu em seu marcador. Logo depois, dominava na coxa e começava a disparada contra a grande área, olhando para baixo.

Num grito, Ryan passava correndo feito um trem desgovernado na lateral do campo, fazendo um facão de tempo perfeito. Tiger não perdia tempo e enfiava uma bola com a chapa do pé direito, entre o lateral, que não marcava a sua área, e o zagueiro, que estava um pouco fora do miolo de zaga. Assim, Ryan, estando em condições legais por ter vindo da linha de marcação do lateral, nem dominava, já mandando uma pancada violenta de peito de pé na diagonal, dificultando a vida do goleiro.

Um míssil vinha do lado esquerdo do campo. Uma real sapatada de Ryan, semelhante a que Carlos Alberto(Torres) executou na final da Copa do Mundo de 1970 com a vitória de 4x1 do Brasil sobre a Itália, mas que fora diferente desta última, pois o gol não havia saído. A pancada era espalmada pelo goleiro, no susto, e ia em direção à outra ponta do campo. Dessa lateral, vinha Red na sobra, que enchia o pé, mas no disparo acertava quem se recuperara no lance, o zagueiro.

- INACREDITÁVEL O GOL PERDIDO! - Ed puxava o "Tá" da primeira palavra com uma voz potente, enfatizando o acontecido - Um lance muito bem construído pelo meia Seth, que soltou para seu ponta esquerda. Ele não perdeu o ângulo e disparou uma bomba, espalmada pelo goleiro substituto. Na sobra, o outro ponta, o direita, chuta em cima do zagueiro salvador do time visitante, perdendo a chance de ampliar o marcador!

- Inacreditável mesmo. - Criticava Mark - E que cobrança mal feita pelo meia dos visitantes. Meu Deus. Se não fosse aquilo, e o drible incrível de Seth, talvez esse perigo nem existe ou não aparecesse agora. Agora vem um escanteio aí e vamos ver se o embalo continua.

A cobrança pelo lado direito ficaria encarregada por mim. Eu não havia experimentado cobrar um escanteio daquele lado, pois não costumava cobrá-los, mas Tiger, nosso batedor do lado esquerdo, batia muito fechado e não adiantaria, principalmente por ser do lado direito.

Peguei a bola e ajeitei-a na junção da linha lateral com a de fundo, levantando as costas lentamente e encarando a aglomeração de jogadores do nosso time e do outro se formar na grande e pequena áreas. Rapidamente, tomei distância da bola, me aproximando da torcida, que começava a me incentivar, e esperei a permissão do árbitro para poder bater na bola.

Autorizado, engatilhei a pancada com passadas largas e pausadas, procurando concentrar a força em determinada área na bola. Feito isso, cruzei a uma bola alta até o meio da grande área, para quem viesse de trás cabecear com força.

Em questão de minutos, Melanir, um de nossos zagueiros mais altos, corria velozmente até o lugar onde a bola passaria, pulando coordenadamente para tentar um cabeceio, mas a bola apenas resvalava em sua testa, mudando fracamente a direção da bola. Para finalizar, ao quicar no chão, a bola pegou uma curva acentuada, indo direto para fora. Um "Uh" de alívio da torcida rival era ouvida nas arquibancadas, enquanto Melanir voltava correndo até sua posição, lamentando a ótima chance que tinha.

10 minutos do segundo tempo. Após o tiro de meta cobrado pelo goleiro, o time da escola do bairro vizinho ao nosso construía um ataque promissor: um de seus atacantes, o mais alto, subiu para interceptar a bola que chegaria à um de nossos zagueiros, dando uma casquinha nela. Em seguida, o ponta direita, que havia recebido a bola, abria o jogo com o Ala esquerdo que passava como uma flecha nos cantos do gramado. Numa dominada, o jogador adiantou o bastante a bola para poder engatilhar para o cruzamento, fazendo isto.

- Outra chance para o time visitante, desta vez com seu camisa 3, que corre feito um condenado, olhando para a grande área. - Observava Ed, já se preparando para gritar o gol que ele imaginava que sairia. - Ele cruza para seu atacante fazendo o facão e... ABRAXAS!!!!! QUE D-E-F-E-S-A!

- Este é, sem dúvida nenhuma, o melhor goleiro do campeonato. - Frisou Mark, empolgando-se - Que defesa magnífica, melhor que a primeira. E nos dois chutes ao alvo do time visitante! Essa marcação esta muito frouxa e está dando espaços a esses caras habilidosos e rápidos que apenas se defenderam no primeiro tempo. Sabe que cheiro é esse, Ed?

- Cheiro de gol! - Exclamou Ed com sua voz de locutor de rádio - E vem nova cobrança de escanteio aí! Talvez esta e os contra-ataques sejam as melhores maneiras de chegar ao empate!

Nossa marcação não conseguia se encaixar naquele time acuado, por incrível que pareça, e acabávamos por tomar outro susto. Felizmente tínhamos uma muralha intransponível debaixo das traves, que saltou novamente para tocar por baixo da forte cabeçada do atacante deles, jogando a bola para escanteio.

O mesmo meia que havia feito aquela cobrança pavorosa voltava a marca. Ele observava atentamente a bola e a área, parecia mirar algo. Com o apito do árbitro, ele efetuou o cruzamento. No entanto, ele ainda precisaria calibrar mais o pé, pois a bola foi parar certeiramente nas mãos de Ben.

Mais uma vez ele corria até a delimitação de sua área e fazia um lançamento longo com as mãos. Desta vez seu alvo fui eu, recebendo a bola bem no peito, dominando-a. Consegui enxergar bem o campo, uma vez que estava antes do meio de campo e sem marcação, mesmo com muitas pessoas vindo de trás. Não pensei duas vezes e fiz 1-2 com Tiger, tocando na frente para ele, entrando em disparada, e recebendo ainda mais na frente, limpando a marcação e ficando praticamente a dois passos da meia lua adversária. Pensei em chutar, em driblar quem poderia estar na minha frente ou... passar. Minha especialidade. Foi isso que fiz, levantei a cabeça e lembrei de Red, que poderia estar passando ao meu lado, ou não.

Rolei a bola e ela foi calmamente até o canto inferior esquerdo, quase saindo da linha, abrindo um ângulo adocicado, pois não havia marcação alguma(Tinha puxado a marcação para o meio da área, facilitando a infiltração de alguém). Red, que vinha correndo normalmente para não chamar a atenção, viu que a bola estava quase parando na sua reta, passando por um pequeno motinho e tomando certo impulso para cima, e então acelerou a corrida como um foguete, sentando o pé nela num chute diagonalmente poderoso, semelhante ao que Ryan tinha efetuado e extremamente parecido com o da Final de 70.

- É um bom lance da equipe da casa. D'karer carrega a bola e faz tabela com Seth, saindo quase que na cara do gol, mas tem as portas fechadas pela forte marcação dos jogadores visitantes. Ele breca a bola, olha para frente e rola a bola para o lado... - Ed ia narrando lance à lance, mudando o tom de voz de maneira que o torcedor ficava cada vez mais ansioso e atento ao lance - Red vem chegando mais atrás, ele acelera, olha para a bola atentamente e sai A PANCADA! GOLAÇO! GOLAÇO! QUE GOLAÇO!

- Sabe o que esse gol me lembrou, Ed? - Perguntou Mark, sendo respondido com um "O que?" - Aquele golaço de Carlos Alberto na final de 1970 da Copa do Mundo. Se lembra dele? Pois é. Uma pintura, não só pela jogada em si, mas pela conclusão fatal. Gol merecido pelo que o time da casa era durante a partida, superando a expulsão de um de seus jogadores, se impondo ainda mais do que no primeiro tempo, mesmo tomando alguns sustos, e tendo um trio, um quarteto, na verdade um quinteto, de jogadores que conseguem deixar o oponente numa roleta dentro de campo.

Eram cerca de 40 minutos do segundo tempo. Sim, o tempo tinha passado muito rápido e poucas coisas aconteceram durante o jogo todo. Felizmente estávamos ganhando de 2x0 e ficando com o título do torneio. Já na comemoração, o time todo correu até uma das laterais do campo, na direção das arquibancadas, e começamos a venerar a torcida que havia nos apoiado dentro de todos aqueles 90 minutos.


[...]


Acordava numa sala do hospital, com meus tios, meu primo e o pessoal do time, todos lá, parados me encarando. Olhava com uma expressão de surpresa, perguntando se havíamos ganhado e o por que de estar numa cama de hospital, sendo que estava bem.

Bom, pra falar a verdade, havíamos ganhado, sim, mas foi por 1x0, gol de Drake, de falta. Eu tinha sofrido uma insolação no início do segundo tempo, desmaiando no meio do campo(Sendo que não lembrava disso) e acabei por ficar de fora de todo o resto do jogo. O gol de Red foi, na verdade, um sonho meu que por eu ter visto uma cena da Final de 70, justamente no gol de Carlos Alberto, acabei por reproduzi-la, mas nós jogando.

- E as medalhas?! - Perguntei afoito, levantando com dificuldades - Cadê elas?!

- A tua tá aqui, cara, calma. - Disse Ben, retirando a medalha de seu bolso e estendendo-a na minha frente - Toma aí.

Peguei a medalha e comecei a analisar. Meu nome estava cravado na parte de trás dela. Olhei para meus companheiros de time, depois para meu tio Elliot. Disse para ele que aquele era o time. Ele me olhou desentendido e eu retruquei que "esse era o time". Todos viravam seu olhar para ele, que respondia não ter entendido a afirmação. De qualquer forma, avisou que Hunter, o pai de Tiger, havia ligado para ele, descobrindo, de alguma forma, seu número, e marcado um dia para irmos conversar com ele sobre aquela ideia do time, juntamente com o pessoal do time. Nesse instante lembrei que ele estava lá nas arquibancadas, acompanhando de perto a nossa, até então, última partida no ano. Liguei um ponto no outro e fiquei extasiado com aquela notícia.


Continua...
Thanks: Alice R. @

OBS: Se não entenderem alguma expressão que eu possa ter usado na partida, pergunte nos comentários ou no chat que eu explico com maiores detalhes.


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